quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O Espírito Santo como alma da Igreja


É pela Revelação que nos é ensinado que o nosso Deus é um Deus Único e Verdadeiro, porém três são as Pessoas Divinas: Pai, Filho e Espírito Santo.

A Trindade possui a mesma natureza, a mesma essência, a mesma substância, os mesmos atributos divinos, mas as Três Pessoas são distintas. O Pai não é o Filho, o Filho é distinto do Espírito Santo, porém o Pai está todo no Filho, o Filho está todo no Pai, assim como o Espírito Santo está todo no Pai e no Filho.

Embora, desde o princípio, quando Deus criou o céu e a terra, o Espírito Santo já pairava sobre tudo o que foi criado (Gn 1,2), e a Igreja que o recebeu do Senhor, o professa de maneira solene nos Símbolos da fé, no Batismo de seus novos filhos (Mt 28,19), ele permanece, para muitos, como o "Deus desconhecido".

Aliás, a dificuldade do entendimento desse mistério está narrada em Atos dos Apóstolos (19,2): Mas nem ouvimos dizer que haja um Espírito Santo”.

Será que pouco se prega sobre ele, bem como pouco se reflete?

Será que essa dificuldade é causa do esquecimento do Espírito Santo?

Dá para separá-lo da vida de Jesus? E da vida da Igreja?

Não, definitivamente não dá para separar o Espírito Santo nem de Cristo nem da Igreja! Verdadeiramente, a Trindade possui a mesma natureza, a mesma essência, a mesma substância, os mesmos atributos divinos, mas as “três pessoas” são distintas.

Desde o princípio até a consumação do tempo, quando Deus envia o seu Filho, envia sempre o seu Espírito. Assim, a missão dos dois é conjunta e inseparável. Pela sua morte e ressurreição, Jesus foi constituído Senhor e Cristo na glória. Da sua plenitude, Ele derrama o Espírito Santo sobre os Apóstolos e sobre a Igreja, sacramento da comunhão da Santíssima Trindade com os homens.

A Igreja é o Templo do Espírito Santo e o Espírito Santo é a alma da Igreja. Faço minhas as palavras do Papa Leão XIII na Carta Encíclica Divinum illud munus:

“...Devemos amar o Espírito Santo, porque é Deus: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças". E há de ser amado, porque é o Amor substancial eterno e primeiro, e não há coisa mais amável que o amor; e depois tanto mais lhe devemos amar quanto que nos tenha enchido de imensos benefícios que, se atestam a benevolência do doador, exigem a gratidão da alma que os recebe.” (Divinum illud munus, 13)

Brasília 21/08/2014
Maria Auxiliadôra


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Quem é Jesus?

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 16,13-20) convida-nos a aderir a Jesus, para isto, nos questiona: Quem é Jesus? Naquele tempo, Pedro respondeu, categoricamente, que Jesus é o Messias, o Filho de Deus vivo.

E para você, quem é Jesus?

Ao responder que Jesus é verdadeiramente o Filho de Deus, automaticamente você estará aderindo à Igreja. A missão da Igreja é dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves, isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e de acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece.

No Antigo Testamento, a expressão “Filho de Deus” é aplicada aos anjos, ao Povo eleito, aos vários membros do Povo de Deus, ao rei e ao Messias/rei da linhagem de David. Também, designa a condição de alguém que tem uma relação particular com Deus, a quem Deus elegeu e confiou uma missão.

Significa não só que Ele recebe vida de Deus, mas que vive em total comunhão com Deus, que desenvolve com Deus uma relação de profunda intimidade e que Deus Lhe confiou uma missão única para a salvação dos homens. Significa, inclusive, reconhecer a profunda unidade e intimidade entre Jesus e Deus e que Jesus conhece e realiza os projetos do Pai no meio dos homens.

Jesus diz a Pedro que ele é “a rocha” sobre a qual a Igreja de Jesus vai ser construída, ou seja, a base firme e inamovível sobre a qual vai assentar a Igreja de Jesus. É a fé que Pedro e a comunidade dos discípulos professam: a fé em Jesus como o Messias, Filho de Deus vivo.

Para que seja possível a Pedro testemunhar que Jesus é o Messias, Filho de Deus, e edificar a comunidade do Reino, Jesus promete-lhe “as chaves do Reino dos céus” e o poder de “ligar e desligar”.

Jesus nomeia Pedro para “administrador” e supervisor da Igreja, com autoridade para interpretar as palavras de Jesus, para adaptar os ensinamentos de Jesus a novas necessidades e situações, e para acolher ou não novos membros na comunidade dos discípulos do Reino.

Cabe lembrar, todos são chamados por Deus, mas nem todos estão dispostos a aderir às propostas de Jesus.Meu amigo, quem é Jesus para você?

Seria um homem bom, generoso, atento aos sofrimentos dos outros, que sonhou com um mundo diferente?

Seria um admirável “mestre” de moral, que tinha uma proposta de vida “interessante”, mas que não conseguiu impor os seus valores?

Seria um revolucionário, ingênuo e inconsequente, preocupado em construir uma sociedade mais justa e mais livre e que procurou promover os pobres e os marginais e que foi eliminado pelos poderosos?

Para os discípulos de Jesus, Ele foi bem mais do que “um homem”...

Ele foi e é “o Messias, o Filho de Deus vivo”. Portanto, Jesus é uma proposta de Deus, destinada a tornar cada homem ou cada mulher uma pessoa nova, capaz de caminhar ao encontro de Deus e de chegar à vida plena da felicidade sem fim.

A diferença entre o “homem bom” e o “Messias, Filho de Deus”, é a diferença entre alguém a quem admiramos e que é igual a nós, e alguém que nos transforma, que nos renova e que nos encaminha para a vida eterna e verdadeira.

Repito a pergunta: quem é Jesus para você? Interrogue seu coração e tente perceber qual é o lugar certo que Cristo ocupa em sua existência… Pense no significado que Cristo tem na sua vida, na importância que os seus valores assumem nas suas opções, no esforço que você faz ou que não faz para O seguir…

Quem é Cristo para você?

Que lugar ocupa Jesus na sua experiência de caminhada em Igreja?

Porque é que estamos na Igreja: é por causa de Jesus Cristo, ou é por outras causas (tradição, inércia, promoção pessoal…)?

Brasília 19/08/2014Maria Auxiliadôra

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Você sabe rezar o Terço?




Sinal da Cruz:
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. 

Oferecimento do terço: 
Divino Jesus, nós Vos oferecemos este Terço que vamos rezar, contemplando os mistérios de nossa Redenção. Concedei-nos, pela intercessão de Maria, vossa Mãe Santíssima, a quem nos dirigimos, as virtudes necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganhar as indulgências anexas a esta santa devoção.

Segurando o Crucifixo do Terço reze o Credo: 
Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria , padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu a mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos Céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e mortos. Creio no Espírito Santo. Na Santa Igreja Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

Após, reze a oração do Pai-Nosso: 
Pai nosso, que estais nos Céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra, como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém. 

Reze então três vezes a Ave-Maria 
Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.

Após reze o Glória-ao-Pai: 
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

Primeiro Mistério:
(Conforme segue abaixo de acordo com os dias da semana)

No primeiro Mistério contemplamos...
Reze a oração do Pai-Nosso
Reze dez vezes a Ave-Maria
Após, reze o Glória-ao-Pai e

Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem.

E assim seguem os outros cinco mistérios/dezenas.

Ao final dos cinco mistérios....

Agradecimento: 
Infinitas graças Vos damos, soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos liberais. Dignai-Vos, agora e sempre, tomar-nos debaixo de vosso poderoso amparo, e para mais Vos obrigar, Vos saudamos com uma

Salve Rainha:
Salve Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve! A vós bradamos os degradados filhos de Eva. A vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei. E depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto de vosso ventre. Ó clemente ! ó piedosa ! ó doce sempre Virgem Maria!
V. Rogai por nós Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 

MISTÉRIOS DO TERÇO

MISTÉRIOS GOZOSOS (segunda e sábado) 
1. Mistério: Anunciação do anjo Gabriel a Maria (Lc 1, 26-38)
2. Mistério: Visita de Maria à sua prima Santa Isabel (Lc 1,39-56)
3. Mistério: Nascimento de Jesus em Belém (Lc 2,1-21)
4. Mistério: Apresentação do Menino Jesus no Templo (Lc 2,22-40)
5. Mistério: Encontro de Jesus no templo entre os doutores da lei (Lc 2,41-52) 
MISTÉRIOS DOLOROSOS (terça e sexta-feira) 
1. Mistério: Agonia de Jesus no horto das Oliveiras (Mt 26,36-56)
2. Mistério: Flagelação de Jesus (Mt 27,11-26)
3. Mistério: Coroação de espinhos de Jesus (Mt 27,27-31)
4. Mistério: Subida dolorosa de Jesus ao Calvário (Jo 19,17-24)
5. Mistério: Crucificação e morte de Jesus na cruz (Jo 19,25-37) 
MISTÉRIOS GLORIOSOS (quarta-feira, e domingo). 
1. Mistério: Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 20, 1-18)
2. Mistério: A ascensão Gloriosa de Jesus ao Céu (Lc 24, 50-53)
3. Mistério: Descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e Maria reunidos em oração. (Ato 2,1-13)
4. Mistério: Assunção Gloriosa de Nossa Senhora ao céu (Sl 44,11-18)
5. Mistério: Coroação de Nossa Senhora no Céu como Rainha do céu e da terra (Apo 12, 1-4)

MISTÉRIOS LUMINOSOS (quinta-feira) 
1. Mistério: Batismo de Jesus no rio Jordão (Cor 5, 21 - Mt 3, 17)
2. Mistério: Auto revelação de Jesus nas Bodas de Caná (Jo 2, 1-12)
3. Mistério: Jesus anuncia o Reino de Deus, com o convite à conversão (Mc 1, 15)
4. Mistério: Transfiguração de Jesus (Lc 9, 35)
5. Mistério: Instituição da Eucaristia (Jo 13, 1)

Papa Francisco dá 10 conselhos para uma vida feliz


1) Viver e deixar viver, primeiro passo para a felicidade
“Aqui os romanos têm um ditado e podemos levá-lo em consideração para explicar a fórmula que diz: ‘Vá em frente e deixe as pessoas irem junto’.” Viva e deixe viver é o primeiro passo da paz e da felicidade.

2) Doar-se aos outros para não deixar o coração dormindo
“Se alguém fica estagnado, corre o risco de ser egoísta. E água parada é a primeira a ser corrompida.”

3) Mover-se com humildade, com benevolência entre as pessoas e as situações
O Papa usa o termo “remansadamente”, de um clássico da literatura argentina. “No [romance] ‘Dom Segundo Sombra’ há uma coisa muito linda, de alguém que relê a sua vida. Diz que em jovem era uma corrente rochosa que levava tudo à frente; quando adulto, era um rio que andava para frente; na velhice, sentia-se em movimento, mas remansado. Eu utilizaria essa imagem do poeta e romancista Ricardo Guiraldes, este último adjetivo, remansado. A capacidade de se mover com benevolência e humildade, o remanso da vida. Os anciãos têm essa sabedoria, são a memória de um povo. E um povo que não se importa com os mais velhos não tem futuro.”

4) Preservar o tempo livre como uma sadia cultura do ócio
“O consumismo levou-nos a essa ansiedade de perder a sã cultura do ócio, desfrutar a leitura, a arte e as brincadeiras com as crianças. Agora confesso pouco, mas, em Buenos Aires, confessava muito e quando via uma mãe jovem perguntava: Quantos filhos tens? Brincas com os teus filhos? E era uma pergunta que não se esperava, mas eu dizia que brincar com as crianças é a chave, é uma cultura sã. É difícil, os pais vão trabalhar e voltam às vezes quando os filhos já dormem. É difícil, mas há que fazê-lo”.

5) O domingo é para a família
“Um outro dia, em Campobasso (Itália), fui a uma reunião entre o mundo universitário e mundo trabalhador, todos reclamavam que o domingo não era para trabalhar. O domingo é para a família”.

6) Ajudar, de forma criativa, os jovens a conseguirem um emprego digno
“Temos de ser criativos com este desafio. Se faltam oportunidades, caem na droga. E é muito elevado o índice de suicídios entre os jovens sem trabalho. Outro dia li, mas não me fio, porque não é um dado científico, que havia 75 milhões de jovens com menos 25 anos desempregados. Não basta lhes dar de comer, há que inventar cursos de um ano de canalizador, eletricista, costureiro. A dignidade de levar o pão para casa”.

7) Cuidar da natureza, amar a criação
“Há que cuidar da criação e não estamos fazendo isso. É um dos maiores desafios que temos.”

8) Esquecer-se rapidamente do negativo que afeta a vida
“A necessidade de falar mal de alguém indica uma baixa autoestima. É como dizer: sinto-me tão em baixo que, em vez de subir, rebaixo o outro. Esquecer-se rapidamente do negativo é muito mais saudável”.

9) Respeitar o pensamento dos outros
“Podemos inquietar o outro com o testemunho para que ambos progridam com essa comunicação, mas a pior coisa que se pode fazer é o proselitismo religioso, que paralisa: ‘Eu converso contigo para te convencer’. Não. Cada um dialoga sobre a sua identidade. A Igreja cresce por atração, não por proselitismo”.

10) Buscar a paz é um compromisso
“Vivemos uma época de muitas guerras. Na África, parecem guerras tribais, mas são algo mais. A guerra destrói. E o clamor pela paz é preciso ser gritado. A paz, às vezes, dá a ideia de quietude, mas nunca é quietude, é sempre uma paz ativa”.


Disponível em: http://papa.cancaonova.com/papa-francisco-da-10-conselhos-para-uma-vida-feliz/

terça-feira, 29 de abril de 2014

LIVRO DOS PROVÉRBIOS


Poema elaborado em 05/05/2009
por ocasião do estudo dos livros sapienciais
durante a minha graduação do
Curso de Teologia da Faculdade de Teologia da Arquidiocese de Brasília


O livro dos Provérbios
É o mais representativo
Da literatura sapiencial
O conteúdo dá ao leitor
Sabedoria para bem viver
No plano social.
II
Tem sete coleções
Todas elas divididas
Em diferentes seções
Com temas variados
Agrupados sem um plano
E muitas repetições.
III
Tem escritos em hebraico
De épocas bem diferentes
Assim diz a tradição
Rei Josias recolheu
Todos os versos da época
E formou-se uma coleção.
IV
Quanto a autoria
Apesar das divergências
É do monarca Salomão
Mas nos escritos existem
O Agur e o Lamuel
Que nem reais são.
V
Em seus versos poéticos
Deus, justo e criador
Não tem comparação
Deus recompensa as virtudes
A justiça e a caridade
A pureza de coração.
VI
Nos provérbios numéricos
Os números são usados
Simplesmente para enfeitar
Escute agora o exemplo
“Por três coisas treme a terra,
E a quarta não pode suportar.”
VII
O poema alfabético elogia
A perfeita dona-de-casa
Mulher de grande valor
Ela é forte, é confiante
É sábia, é elegante
Em Deus põe seu temor!
         VIII
Enfim se deve entender
Que desde a eternidade
Ao lado do Criador
A sabedoria estava
Personificada
Então sábio é aquele
Que teme ao Senhor!


Maria Auxiliadôra

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Tráfico humano em discussão



Como se sabe, o tráfico humano é um crime que atenta contra a dignidade da pessoa, já que é o cerceamento da liberdade, portanto, é um dos modos da escravidão. Não se pode entender a dignidade sem a liberdade! Por essa razão, justifica-se o lema inspirado na carta de Gálatas: “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (5,1). E a CF 2014 deseja despertar a sensibilidade de todas as pessoas sobre esse drama humano.

Quando se fala em tráfico humano, e isto não é questão religiosa, deve-se levar em consideração diversas modalidades tais como:
- tráfico para a exploração no trabalho (trabalho escravo ou forçado ou semiescravidão ou degradante);
- tráfico para exploração sexual (exploração da prostituição ou de outras formas de exploração sexual);
- tráfico para a extração de órgãos (venda de órgãos de doadores involuntários ou doadores que são explorados ao venderem seus órgãos em circunstâncias eticamente questionáveis);
- tráfico de crianças e adolescentes (adoção ilegal, tráfico de crianças e adolescentes para finalidade de exploração sexual);
- trabalho infantil (trabalhos domésticos em idade precoce, trabalho escravo, prostituição, atividades ilícitas –tráfico de drogas, trabalhos perigosos à saúde infantil).

Citei apenas algumas modalidades...

Hoje, fazemos o convite aos professores para, junto com os alunos e a família, discutir a temática do tráfico humano. Não apenas discutir, mas trabalhar essa temática em sala de aula, de modo prático a fim de que haja uma maior conscientização do problema por parte dos estudantes.

Vai uma sugestão: o professor de Português pode incentivar o aprofundamento do assunto solicitando que os alunos pesquisem em jornais, revistas, internet figuras que estejam relacionadas, por exemplo, com o perfil dos aliciadores, como identificá-los, como se comportam, onde podem ser encontrados, grau de escolaridade, quais meios utilizam para aliciar, quem pode ser vítima dos aliciadores...

A partir daí, os próprios alunos podem discutir em pequenos grupos, sobre como se defender em diversas situações e como denunciar. Como resultado, poderiam escrever textos; montar cartazes; elaborar tirinhas para apresentar para toda a turma. Quem sabe, poderiam fazem um concurso de redação... É uma maneira divertida, sem deixar de ser séria!

Aliás, diversas disciplinas podem interagir, como História, Geografia, querem ver?

O processo de colonização do Brasil foi sob duas formas: a tomada das terras dos índios, os quais também foram escravizados, e a exploração da força de trabalho dos negros, inclusive traficados da África.

Como se vê, é um problema antigo, porém, não apenas no Brasil. No continente africano, também, praticava-se a escravidão e isto facilitou o tráfico internacional de pessoas...

Portanto, existem inúmeros temas a serem trabalhados, como: tráfico de pessoas, escravidão, trabalho forçado, preconceitos raciais, discriminação, dignidade humana, direitos humanos (universais, invioláveis, inalienáveis, irrevogáveis), segurança, cidadania, exclusão social, adoção ilegal, tráfico e doação de órgãos, desaparecimento de pessoas... Assim, cada tema merece uma reflexão, consequentemente, deve-se aprofundar as reflexões.

Outra sugestão: pode ser convocado um diálogo entre a escola (professores, alunos, funcionários), pais, paróquias, pastorais, igrejas evangélicas, enfim, toda a comunidade, tendo como pauta o modo pelo qual pode-se identificar as causas e modalidades do tráfico humano e os rostos que sofrem com essa exploração. É de assunto de interesse geral, não é verdade? Pode ser um gesto simples, mas gestos simples desencadeiam ações de libertação.

Às vezes, na casa do seu vizinho ao lado existe uma situação que você jamais imaginaria que pudesse acontecer e que deve ser denunciada. Ou com alguma criança, ou um aluno, ou pai/mãe de aluno...

Ademais, deve-se exigir do Estado brasileiro um serviço de atendimento às vítimas do tráfico de pessoas, de reintegração e diminuição da vulnerabilidade, principalmente de crianças, adolescentes e mulheres.

Os professores e os pais devem trabalhar junto a crianças, adolescentes e jovens, principalmente aqueles que, pela pobreza, estão mais vulneráveis, dando-lhes noções de direitos humanos, a partir de situações concretas e próximas a eles.

É fundamental desenvolver atividades que promovam a conscientização de situações que envolvam o tráfico humano, inclusive buscar instituições que lutem na erradicação de toda e qualquer forma de tráfico. Deve-se ficar atento e, ao se constatar uma situação como as aqui referidas, deve-se denunciar!


Brasília 04-04-2014

Maria Auxiliadôra

quarta-feira, 26 de março de 2014

A cura do cego de nascença


O Evangelho do 4º Domingo da Quaresma (Jo 9,1.6-9.13-17.34-38) propõe-nos o tema da “luz”, Jesus se apresenta como “a luz do mundo”.

Jesus cura um homem cego de nascença de maneira inusitada. Ao cuspir no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos daquele cego. Depois, manda-o lavar-se na piscina de Siloé. O homem obedece e volta enxergando.

Na Bíblia, interessante observar, a cegueira está ligada a endurecimento do coração. Aquela cegueira iria ser ocasião de Jesus, luz do mundo, manifestar seu poder e a finalidade de sua missão.

Pois bem, Jesus cura com lama (saliva misturado ao barro) exatamente para mostrar que o homem veio do barro e ao barro voltará. O cego de nascença simboliza o povo que nunca tomou consciência de sua própria condição de oprimido e, por isso, não chegou a ver a verdadeira condição humana. Após ter os olhos ungidos com lama, ele foi à piscina de Siloé, lavou-se e voltou enxergando, ou seja, a água simboliza o batismo que traz vida nova iluminada pela graça santificante. Questionado sobre quem era aquela pessoa que o havia curado, o homem respondeu: “É um profeta.”

Cabe destacar, naquele tempo a doença era vista (entendida) como pecado, isto é, a cegueira era proveniente de um pecador. Por isto, os discípulos perguntaram para Jesus quem tinha pecado, para que aquele homem tivesse nascido cego: “Foi ele ou seus pais?” Porém, Jesus responde que nem ele nem seus pais, mas ele é cego para que nele se manifestem as obras de Deus. “Nós temos que realizar as obras daquele que me enviou.... eu sou a luz do mundo”, completou Jesus.

Ora, foi o próprio Cristo que disse “eu sou a luz do mundo”. Se quisermos ver, enxergar, devemos deixar que Ele nos cure, abra nossos olhos e nosso coração. Devemos viver na luz e ser luz para o mundo! Sem Ele, sem a sua graça, nada conseguiremos.

Como pais, educadores, nós estamos a serviço da cura, a serviço da vida e da esperança para os nossos filhos e educandos. Estamos comprometidos com o ato e a atitude de educar, já que o educador cristão traz isto na alma.

Antes, devemos ser curados interiormente, pois temos que dar o exemplo de vida, ser sinal, luz, fermento de mudança pessoal e social. É fundamental alimentar a espiritualidade, cultivar a oração, a exemplo de Jesus, um homem de oração. É um desafio e é uma luta constante, em que haverão momentos de cansaço, nunca de pessimismo nem de frustração. Devemos crer que não estamos sozinhos nessa tarefa, e é muito bom saber que contamos com o Mestre Jesus.

Por isto, é preciso alimentar a espiritualidade, cultivar a oração. Por isto a necessidade dos exercícios quaresmais: rezar, fazer penitência, praticar caridade fraterna. Por isto devemos confessar nossos pecados.

Se quisermos verdadeiramente viver na luz e ser luz para o mundo, devemos nos abrir para a luz do Cristo e somente desta maneira enxergaremos a verdade. Assim, peçamos que o Senhor ilumine a nossa vida!

Brasília 25/03/2014

Maria Auxiliadôra

terça-feira, 25 de março de 2014

A Quaresma é o tempo oportuno para olharmos dentro de nós!


Palavras do Papa Francisco pronunciadas aos fiéis e peregrinos presentes na Praça de São Pedro no domingo 23/03/2014 para rezar o Angelus. O Papa refletiu sobre o Evangelho que relata o encontro de Jesus com a mulher samaritana.

“Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

O Evangelho de hoje nos apresenta o encontro de Jesus com a mulher samaritana, acontecido em Sicar, junto a um antigo poço para onde a mulher ia todos os dias para pegar água. Naquele dia, encontrou Jesus, sentado, “fatigado da viagem” (Jo 4, 6). Ele logo lhe disse: “Dá-me de beber” (v.7). Deste modo, supera as barreiras de hostilidade que existiam entre judeus e samaritanos e rompe o esquema de preconceito contra as mulheres.

O simples pedido de Jesus é o início de um diálogo franco, mediante o qual Ele, com grande delicadeza, entra no mundo interior de uma pessoa à quem, segundo os esquemas sociais, não deveria nem dirigir a palavra. Mas Jesus o faz! Jesus não tem medo. Jesus, quando vê uma pessoa segue adiante, porque ama. Ama todos nós. Não para diante de uma pessoa por preconceitos. Jesus coloca-a diante da sua situação, não a julgando, mas fazendo-a sentir-se considerada, reconhecida e suscitando, assim, nela o desejo de ir além da rotina cotidiana.

Aquela sede de Jesus não era tanto de água, mas de encontrar uma alma seca. Jesus precisava encontrar a samaritana para abrir-lhe o coração: pede a ela de beber para colocar em evidência a sede que havia nela mesma. A mulher fica tocada por este encontro: dirige a Jesus aquelas perguntas profundas que todos temos dentro de nós, mas que muitas vezes ignoramos. Também nós temos tantas perguntas a fazer, mas não encontramos a coragem de dirigi-las a Jesus!

A Quaresma, queridos irmãos e irmãs, é o tempo oportuno para olharmos dentro de nós, para fazer emergir as nossas necessidades espirituais mais verdadeiras e pedir a ajuda do Senhor na oração. O exemplo da samaritana convida-nos a nos exprimirmos assim: “Jesus, dá-me aquela água que me saciará para sempre”.

O Evangelho diz que os discípulos ficaram maravilhados com o fato de o seu Mestre estar falando com aquela mulher. Mas o Senhor é maior que os preconceitos, por isto não teve medo de parar com a samaritana: a misericórdia é maior que o preconceito. Devemos aprender bem isso! A misericórdia é maior que o preconceito, e Jesus é tão misericordioso, tanto!

O resultado daquele encontro no poço foi que a mulher foi transformada: “deixou o seu cântaro” (v.28), com o qual tinha ido pegar água, e correu à cidade para contar a sua experiência extraordinária. “Encontrei um homem que me disse todas as coisas que eu fiz. Seria o Messias?”. Estava entusiasmada. Tinha ido pegar água do poço e encontrou outra água, a água viva da misericórdia que jorra para a vida eterna. Encontrou a água que procurava desde sempre! Corre ao vilarejo, aquele vilarejo que a julgava, condenava-a e a rejeitava e anuncia que encontrou o Messias: um que mudou sua vida. Porque cada encontro com Jesus muda a nossa vida, sempre. É um passo adiante, um passo mais próximo a Deus. E assim cada encontro com Jesus muda a nossa vida. Sempre, é sempre assim.

Neste Evangelho, encontramos também nós o estímulo para “deixar o nosso cântaro”, símbolo de tudo aquilo que aparentemente é importante, mas que perde valor diante do “amor de Deus”. Todos temos um, ou mais de um! Eu pergunto a vocês, também a mim: “Qual é o seu cântaro interior, aquele que te pesa, aquele que te afasta de Deus?”. Deixemo-no um pouco à parte e com o coração escutemos a voz de Jesus que nos oferece uma outra água, uma outra água que nos aproxima do Senhor.

Somos chamados a redescobrir a importância e o sentido da nossa vida cristã, iniciada no Batismo e, como a samaritana, testemunhar aos nossos irmãos. O que? A alegria! Testemunhar a alegria do encontro com Jesus, porque eu disse que cada encontro com Jesus muda a nossa vida, e também cada encontro com Jesus nos enche de alegria, aquela alegria que vem de dentro. E assim é o Senhor. E contar quantas coisas maravilhosas o Senhor sabe fazer no nosso coração quando nós temos a coragem de deixar de lado o nosso cântaro.”

(Tradução:Canção Nova)


terça-feira, 18 de março de 2014

“Sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito”.


A liturgia do 7º Domingo do Tempo Comum - Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 5, 38-48), convida-nos à santidade, à perfeição. Sugere que o “caminho cristão” é um caminho nunca acabado, que exige de cada homem ou mulher, em cada dia, um compromisso sério e radical, feito de gestos concretos de amor e de partilha.

É um convite. Somos convidados a percorrer o nosso caminho de olhos postos nesse Deus santo que nos espera no final da viagem.

Jesus pede aos seus discípulos que aceitem inverter a lógica da violência e do ódio, pois esse “caminho” só gera egoísmo, sofrimento e morte; e pede-lhes, também, o amor que não marginaliza nem discrimina ninguém, nem mesmo os inimigos. É nesse caminho de santidade que se constrói o “Reino”.

Disse Jesus aos seus discípulos: “Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Olho por olho e dente por dente’.

Temos aqui o princípio de talião, também conhecido como Lei de Talião, lei que estabelece um castigo igual ao delito: "Para tal delito, tal castigo", é o princípio "olho por olho, dente por dente”. O criminoso era punido talmente, ou seja, de maneira igual, ao dano causado ao outro. A punição era dada de acordo com a categoria social do criminoso e da vítima. Em si, era uma lei razoável, destinada a evitar as vinganças excessivas, brutais, indiscriminadas…

Então, continua Jesus, e ai vem a novidade deste Evangelho, Jesus continua:

Eu, porém, digo-vos: Não resistais ao homem mau. Mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda. Se alguém quiser levar-te ao tribunal, para ficar com a tua túnica, deixa-lhe também o manto. Se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, acompanha-o durante duas. Dá a quem te pedir e não voltes as costas a quem te pede emprestado. Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos. Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos? E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário?Não o fazem também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».

Jesus ensina e exige o perdão. Perdoar a quem nos perdoa é fácil, mas para ser um verdadeiro cristão temos que perdoar aos nossos inimigos. A ordem de Jesus é bem clara!

Em muitas situações somos machucados, feridos e humilhados e a maioria das vezes por pessoas que não esperávamos, pessoas próximas de nós. Diante destas situações da vida, como agir? O que fazer?

Ora, temos de ser luz mesmo muitas vezes tendo que passar por cima do nosso orgulho que grita dentro de nós para que paguemos com a mesma moeda. Por isso, temos que ter a grandeza de reconhecer que o único incapaz de cometer contra nós estas faltas é somente o Senhor que nunca nos decepcionará. Nós, seres humanos, somos imperfeitos. Muitas vezes achamos que somos melhores do que o outro que está ao nosso lado, e o ferimos. Somos incapazes de ver no outro a face do Pai, talvez se fizéssemos este exercício de lembrar que o outro é a imagem e semelhança de Deus, teríamos mais compaixão uns pelos outros.

Então, peçamos a Jesus para que aprendamos a dar este perdão que é algo divino e que só os verdadeiros seguidores de Jesus Cristo são capazes de dar. Sabemos que o perdão não é o esquecimento do fato, não é como um passe de mágica que de repente se esquece tudo, não é esperar que tudo se resolva de uma vez, é um exercício diário. Não podemos esquecer que estamos sujeitos ao erro e que somos pecadores e necessitados do perdão divino.

Da mesma forma que espero o perdão de Deus, o meu próximo também precisa do meu. Para sermos perdoados por Deus temos que dar o perdão a todos àqueles que de uma forma ou de outra nos ofenderam.

Sigamos o exemplo de Deus que nos perdoou de nossos pecados dando seu filho único para que fossem remidas todas as nossas faltas e em nenhum momento fica nos lembrando dos pecados confessados, pois, o Senhor não os coloca de lado para sempre nos lembrar, Ele os apaga. Pecados confessados são pecados esquecidos.

Não deixemos que a mágoa ou o rancor nos corroa por dentro, nos afastando Daquele que só nos amou e continua a nos amar mesmo diante das nossas infidelidades. Lembre-se: somente estando ao lado D’aquele que é a fonte do perdão seremos capazes de perdoar.

Converse sempre com Jesus, Ele sempre te mostrará o caminho a seguir, te dará a grandeza de aprender a perdoar.

O pedido de Jesus apresenta uma verdadeira novidade. Para Jesus, não basta amar aquele que está próximo, aquele a quem me sinto ligado por laços étnicos, sociais, familiares ou religiosos; mas o amor deve atingir todos, sem exceção, inclusive os inimigos.

Fica, assim, abolida qualquer discriminação, sabe por que? Porque Deus não faz discriminação no seu amor. Ele faz brilhar o sol e envia a chuva sobre bons e maus, que oferece o seu amor a todos, inclusive aos indignos. O amor universal de Deus é a razão do amor que os membros do “Reino” devem oferecer a todos os homens e mulheres que Deus coloca no seu caminho.

Façamos um propósito, que acredito seja o começo para uma grande mudança: Tratar todas as pessoas com que eu me encontre com respeito e amabilidade. Já é um bom caminho, certo?

Brasíllia 21/02/2014
Maria Auxiliadôra


TRANSFIGURAÇÃO


Hoje refletiremos sobre o tema do 2º Domingo da Quaresma (Mt 17,1-9). Jesus nos mostra sua Majestade e seu sofrimento para nos ensinar que não há triunfo se não houver batalha e que o verdadeiro discípulo deve seguir o caminho da escuta atenta de Deus e dos seus projetos, da obediência total e radical aos planos do Pai.

Esse Evangelho traz o relato da Transfiguração de Jesus, que é uma teofania – quer dizer, uma manifestação de Deus.

A Transfiguração é a mudança de aspecto de Jesus na presença de seus três discípulos prediletos: Pedro, Tiago e João. E é antecedido do primeiro anúncio da paixão e de uma instrução sobre as atitudes próprias do discípulo, convidado a renunciar a si mesmo, a tomar a sua cruz e a seguir Jesus no seu caminho de amor e de entrega da vida. Portanto, esse fenômeno está unido ao anúncio da paixão que Jesus faz várias vezes naqueles mesmos dias.

Pois bem, a mensagem fundamental da Transfiguração é que Jesus é o Filho amado de Deus, em quem se manifesta a glória do Pai. Ele é, também, o Messias libertador e salvador esperado por Israel, anunciado pela Lei e pelos Profetas. Mais ainda: Ele é um novo Moisés – isto é, aquele através de quem o próprio Deus dá ao seu Povo a nova lei e através de quem Deus propõe aos homens uma nova aliança. Jesus, Filho amado de Deus, é que vai concretizar o projeto salvador e libertador do Pai em favor dos homens através do dom da vida, da entrega total de si próprio por amor.

Como podemos ver, a Transfiguração de Jesus é para nós um sinal, um grito de alerta, para que não desanimemos, pois a lógica de Deus não conduz ao fracasso, mas à ressurreição, à vida definitiva, à felicidade sem fim, embora, ser seguidor de Jesus muitas vezes nos obrigue a nadar contra a corrente, porém, todo aquele que quiser ter uma vida própria e independente não pode ser discípulo de Jesus, já que a regra da vida plena não é fazer o que convém.

Devemos aprender a fazer a vontade de Deus, devemos querer, desejar fazer a vontade do Pai, para o nosso próprio bem, para sermos verdadeiramente felizes. Devemos conhecê-Lo e uma maneira é através da oração. Observe que a Transfiguração de Jesus se realizou numa situação de oração, quando relata que Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu ao monte para rezar.

Estamos na Quaresma. Esta convida-nos a um itinerário a ser percorrido em que é preciso três elementos para a nossa jornada espiritual: a oração, o jejum e a penitência. Como Jesus, que tomou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu ao monte para rezar, façamos da oração um momento único em nossa vida, pois ela é a força do cristão e de toda pessoa que crê.

Especialmente na Quaresma, que é um tempo de oração, dediquemo-nos mais a rezar, a fazer uma oração mais intensa, mais assídua, mais capaz de cuidar das necessidades dos nossos irmãos, de interceder junto a Deus por tantas situações de pobreza, sofrimento, solidão de Deus. Você não precisa usar de palavras difíceis... basta fazer a Oração de Jesus, também chamada de Oração do Coração: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de mim, pecador”.
“Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de mim, pecador”.
“Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de mim, pecador”.

Brasíllia 14/03/2014

Maria Auxiliadôra