sexta-feira, 9 de agosto de 2013

SER VIGILANTE



A Palavra de Deus nos convida a fazer uma reflexão sobre a vigilância, tema do Evangelho Segundo São Lucas (Lc 12, 32-48). “Vigilância” é o ato ou o efeito de vigiar ou a qualidade de quem é vigilante. Estar vigilante, ser vigilante quer dizer estar atento, ter cautela, precaução, zelo, ser cauteloso, numa atitude de espera serena do Senhor, Ele que vem ao nosso encontro para nos libertar. Essa atitude de vigília torna-se um convite para que nós nos preparemos para algo que vai acontecer, algo de bom, aliás, de muito bom, e que já é esperado. Portanto, estejamos sempre atentos e disponíveis para acolher Nosso Senhor.

De que maneira Jesus pede que sejamos vigilantes?

No evangelho, Jesus pede para que os discípulos sejam semelhantes a homens que esperam o seu senhor, ao voltar de uma festa, quando vier e bater à porta, que logo lhe abram. Esses servos a quem o senhor achar vigiando quando vier, serão os bem-aventurados! Exatamente porque estavam atentos... Jesus, ainda, fala que se o senhor soubesse a que hora viria o ladrão vigiaria, sem dúvida, e não deixaria forçar a sua casa. Ora, quem é que pode prever quando o ladrão vai chegar? É uma incerteza, ele pode chegar a qualquer hora, de improviso, sem ser esperado... Por isto, vai um alerta: estejamos preparados porque, à hora em que não pensamos, virá o Filho do Homem. O discípulo fiel é aquele que está sempre preparado, a qualquer hora e em qualquer circunstância, para acolher o Senhor que vem.

Estamos nos preparando, estamos vigilantes, atentos?

Meus amigos, a nossa vida, como discípulos de Jesus, tem que ser uma espera vigilante e atenta, pois o Senhor está, permanentemente, a vir ao nosso encontro e a desafiar-nos para nos despirmos das coisas que nos escravizam, nos matam e para percorrermos, com Ele, o caminho da libertação. Pensemos: o que é que nos distrai, o que nos prende, o que nos aliena ou nos impede de acolher esse dom contínuo de vida?

Ser cristão é um compromisso em tempo integral. Tudo o que o discípulo de Jesus faz, pensa, cada atitude, cada opção, está dando testemunho de vida. Será que nós temos consciência desse compromisso, ou melhor, dessa missão? Estamos suficientemente atentos e disponíveis para acolher e responder aos apelos que Deus nos faz e aos desafios que Ele nos apresenta através das necessidades dos irmãos? Estamos suficientemente atentos e disponíveis para escutar os sinais em que Deus nos apresenta as suas propostas? É um desafio, mas podemos aceitar ou não...

A Palavra de Deus, hoje, proposta é um convite e, também, uma reflexão, a todos aqueles que desempenham funções de responsabilidade: quer na Igreja, quer no governo, quer nas autarquias, quer nas empresas, quer nas repartições públicas ou nas escolas... Como está sendo cumprida a missão que nos foi confiada? Com honestidade? Ética? Responsabilidade? Justiça? Com humildade? Com amor? Com zelo? Com fidelidade? Com respeito? Ora, todos nós devemos estar e ser vigilantes!!!

Que ninguém se iluda, o ser humano tem sede Deus. Os bens terrenos são instrumentos necessários para a vida, mas o coração não deve apegar-se a eles (bens terrenos). É fundamental na nossa vida de cristão a nossa comunhão com Deus e a nossa fidelidade à missão que nos foi confiada.


Brasília 09/08/2013

Maria Auxiliadôra

segunda-feira, 1 de julho de 2013

SÃO PEDRO E SÃO PAULO

  
Meus amigos, hoje, 29 de junho, a liturgia de nossa Igreja homenageia os Apóstolos Pedro e Paulo. É uma Solenidade que, desde o Século III, a Liturgia une na mesma celebração as duas colunas da Igreja: Pedro e Paulo, Mestres inseparáveis de fé e de inspiração cristã, que simbolizam todo o Colégio Apostólico.

Cabe aqui um breve comentário sobre as características da nossa Igreja.

A palavra “Igreja” significa “convocação”. Ela foi instituída pelo próprio Jesus Cristo e foi manifestada pela efusão do Espírito Santo. São 4 as suas características: Uma, Santa, Católica e Apostólica.

                        Una por sua fonte, por seu Fundador, por sua alma;

                  Santa, pois é santificada por Cristo, Filho de Deus, que com o Pai e o Espírito Santo é proclamado o ‘único Santo’;

                        Católica, ou seja, universal, no sentido de ‘segundo a totalidade’ ou ‘segundo a integralidade’, portanto, é católica em duplo sentido;

                        Apostólica por ser fundada sobre os apóstolos, neste caso em tríplice sentido:

1º - ela foi e continua sendo construída sobre o fundamento dos apóstolos, que são testemunhas escolhidas e enviadas em missão pelo próprio Cristo;

2º - ela conserva e transmite, com a ajuda do Espírito Santo que nela habita, o ensinamento, as palavras ouvidas da boca dos apóstolos;

3º - ela continua a ser ensinada, santificada e dirigida pelos apóstolos, até a volta de Cristo, graças aos que eles sucedem na missão pastoral.

A Solenidade de São Pedro e São Paulo é celebrada desde tempos remotíssimos. A Igreja, na qual cremos, está alicerçada sobre o fundamento dos apóstolos, consoante as palavras do próprio Cristo: “Quem vos ouve, a mim ouve”.

Portanto, a fé que professamos é a mesma professada pelos apóstolos escolhidos e enviados por Cristo. O Espírito Santo atua na Igreja de modo a torná-la, sob a proteção dos mesmos apóstolos colocados à sua frente e conduzida pelos seus legítimos sucessores, depositária e fiel mensageira do Evangelho da Vida. Ou seja, ao celebrarmos os Apóstolos Pedro e Paulo damos testemunho de fé na Igreja com aquelas características já citadas: “una, santa, católica, apostólica”.

Pedro, que era natural de Betsaida, onde com seu irmão André e seus amigos Tiago e João, praticava a pesca no lago, foi escolhido por Jesus para ser o chefe dos apóstolos e de toda a Igreja. Foi ele que respondeu, ao ser questionado pelo próprio Jesus sobre quem era o Filho do Homem: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”, como próprio Evangelho Segundo Mateus relata (Mt 16, 16).

Paulo era natural de Tarso da Cilícia, e nos primeiros anos de sua atividade pública foi perseguidor dos seguidores de Jesus, até que Cristo, que o tinha escolhido, saiu-lhe ao encontro no caminho de Damasco. Foi naquele momento que Paulo converteu-se. Embora não tenha conhecido Jesus pessoalmente, sua atividade apostólica foi intensa, até ao ponto de se lhe chamar “o apóstolo” por antonomásia.

Ambos foram martirizados em Roma, na perseguição de Nero, por volta do ano 64 d. C.

Ao celebrarmos os dois apóstolos, lembramo-nos naturalmente do Papa, a quem cabe, em primeiro lugar, guardar, defender, anunciar e testemunhar a fé que herdamos de Pedro e Paulo. 

O Papa é o grande apóstolo do Evangelho que nos dá a Vida verdadeira. Como sucessor de Pedro e herdeiro de seu carisma-ministério, preside hoje à caridade, apascentando com zelo os fiéis que lhe são confiados. Mas é, também, chamado, a exemplo de Paulo, a desgastar-se de todos os modos, a fim de que a Palavra de Deus atinja os corações e, assim, o mundo se renove na esperança que vem da firmeza de Deus. Os ensinamentos do Papa são capazes de interpelar as consciências e fazê-las pensar, e a Igreja, sem dúvida, tem sido levada, a aprofundar-se no conhecimento de suas raízes.

Que São Pedro e São Paulo intercedam sempre pela Igreja que lhes custou o sangue, proteja o Santo Padre Francisco e alcancem para todos nós a graça de sermos discípulos missionários de Jesus Cristo na aurora do século XXI!

Rezemos: “Ó Deus, que nos concedeis a alegria de festejar São Pedro e São Paulo, concedei à vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes apóstolos que bosa deram as primícias da fé”. Amém

Brasíli, 29 de junho de 2013.
Maria Auixiliadôra 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Resumo da catequese do Papa Francisco de 22 de maio de 2013 - Audiência Geral da quarta-feira na Praça São Pedro -


- É o Espírito Santo que dá vida à Igreja, guia seus passos.
- Sem a presença e a ação incessante do Espírito Santo a Igreja não poderia realizar a tarefa que Jesus lhe confiou, de ir e fazer discípulos todas as nações.
- Evangelizar é missão de todos.
- Todos devem ser evangelizadores, especialmente com a vida.
- A missão da Igreja é evangelizar, Ela existe para evengelizar.
- É o Espírito Santo que, assim como no início da Igreja, age em cada evangelizador, que se deixa possuir e conduzir por Ele,que lhes sugere palavras que sozinhos não conseguiriam encontrar, preparando ao longo do tempo a alma de quem escuta.
- Para evengelizar é necessário abrir-se mais uma vez ao horizonte de Deus, sem medo do que nos peça e onde nos leve.
- Confiemos no Espírito Santo.
- O Espírito Santo nos fará capazes de viver e testemunhar nossa fé e iluminará o coração de quem encontrarmos.
- Assim como foi a experiência de Pentecostes aos Apóstolos, o Espírito Santo, descendo sobre eles, os fez sair de onde se encontravam fechados por temor, os fez sair de si mesmos e os transforma em anunciadores e testemunhas das grandes obras de Deus.
- Efeitos da ação do Espírito Santo:
            * a unidade, a comunhão - a exemplo de Babel, onde houve a dispersão dos povos e a confusão das línguas, resultado do gesto de soberbos e de orgulho do homem que queria construir com as próprias mãos, sem Deus, a língua do Espírito Santo, a língua da comunhão convida a superar isolamentos e indiferenças, divisões e conflitos. Devemos nos perguntar: como me deixo guiar pelo Espírito Santo a fim de que a minha vida e meu testemunho de fé seja de unidade e de comunhão? Devemos levar o Evangelho, que significa anunciar e viver, nós em primeiro lugar, o perdão, a paz, a unidade e o amor que o Espírito Santo nos doa;
            * a coragem, a ousadia – anunciar a novidade do Evangelho de Jesus a todos, com franqueza (parresia), em voz alta, em todo tempo e em todo lugar, não nos fechemos nunca a ação do Espírito Santo. Vivamos com humildade e coragem o Evangelho. Testemunhemos a novidade, a esperança, a alegria que o Senhor traz na vida;
            * a oração – uma nova evangelização, uma igreja que evangeliza deve começar pela oração, pelo pedir, como os Apóstolos no Cenáculo, o fogo do Espírito Santo. Só o relacionamento fiel e intenso com Deus permite sair dos próprios isolamentos e anunciar com parresia o Espírito Santo. Sem a oração o nosso agir se torna vazio e o nosso anunciar não tem alma, e não é animado pelo Espírito.

- Por fim, o Papa Francisco nos convida a renovar a cada dia a confiança na ação do Espírito Santo, de que Ele age em nós, está dentro de nós, nos dá o fervor apostólico, a paz, a alegria.

PENTECOSTES


Hoje refletiremos sobre a SOLENIDADE DE PENTECOSTES, em que comemora-se a descida do Espírito Santo – Dom de Deus.

“Pentecostes” é uma palavra que vem da língua grega e quer dizer 50 dias depois da Páscoa.

No Antigo Testamento, Pentecostes também era chamado de “festa das semanas” em que os israelitas deviam “apresentar-se diante do Senhor”, isto é, peregrinar a Jerusalém. Foi, também, chamado de a “festa da colheita” e “festa das primícias”, em que se agradecia a Deus a colheita da cevada e do trigo.

No Novo Testamento, Pentecostes é o grande dia da vinda do Espírito Santo e do lançamento da Igreja de maneira portentosa, segundo vem narrado nos Atos dos Apóstolos (At 2, 1-14).

No dia de Pentecostes, ou seja, no fim das sete semanas pascais, de acordo com o nº 731 do Catecismo da Igreja Católica, a Páscoa de Cristo se realiza na efusão do Espírito Santo, que é manifestado, dado e comunicado como Pessoa Divina: de sua plenitude, Cristo, Senhor, derrama em profusão o Espírito.

Então, nesse dia é revelada plenamente a Santíssima Trindade, pois quando dizemos “Creio no Espírito Santo” estamos professando que o Espírito Santo é umas das Pessoas da Santíssima Trindade, consubstancial ao Pai e ao Filho (mesma substância), e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado. A partir desse dia o Reino anunciado por Jesus está aberto aos que crêem nele. Na humildade da carne e na fé, eles participam já da comunhão da Santíssima Trindade (CIC, 732).

Portanto, a Igreja continua celebrando este acontecimento na Solenidade de Pentecostes.

Conforme a narrativa no Evangelho Segundo São João (Jo 20,19-23), Jesus, ao adentrar o ambiente em que os discípulos estavam, de portas fechadas, ficou no meio deles os saudou, desejando-lhes “a paz”: A paz esteja convosco – disse Jesus. Um simples gesto que significa transmitir tranqüilidade, serenidade, confiança... Esse gesto é que vai permitir aos discípulos superarem o medo, a insegurança. Depois de ter dito isso, completou: A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio. Em seguida, Jesus soprou sobre eles e disse: Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos.

Vejam bem, Jesus soprou sobre eles...

Deus ao comunicar a vida ao homem também soprou...“O sopro” de Deus foi o que deu a vida, foi o que tornou o homem um ser vivente.

Da mesma forma, Jesus, ao soprar sobre os discípulos, este gesto é reproduzido, isto é, de agora em diante os discípulos recebem a vida em plenitude e estão capacitados.

Como vemos, a comunidade cristã, reunida à volta de Jesus ressuscitado, que antes era uma comunidade fechada, insegura, desorientada, com medo, que necessitava fazer uma experiência do Espírito Santo, passa a ser uma comunidade viva, recriada, nova, a partir do dom do Espírito.

A partir daquela experiência do Espírito Santo é que a comunidade estará preparada para assumir a sua missão no mundo e dar testemunho do projeto libertador de Jesus.

É o Espírito que permite aos crentes superar o medo e as limitações e dar testemunho no mundo desse amor que Jesus viveu até às últimas consequências.

É o Espírito Santo, Dom de Deus, que dá vida, renova, transforma, constrói a comunidade e faz nascer o Homem Novo.

Peçamos ao Espírito Santo que nos guie, nos anime, nos fortaleça, nos ajude a acolher o Espírito da unidade, sobretudo durante este Ano da Fé.

Brasília 19.05.2013

Maria Auxiliadôra

terça-feira, 30 de abril de 2013

AMOR FRATERNO



Hoje refletiremos sobre o Evangelho Segundo João 13,31-33a.34-35, cujo tema é o AMOR FRATERNO, o novo mandamento de Jesus: amai-vos uns aos outros.

Conforme a narração do Evangelho, quando Jesus se despede dos seus discípulos, deixa-lhes em testamento o “mandamento novo”:

amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.

Aqui está o maior de todos os mandamentos: o amor. Esse amor que deverá ser visível para todos, manifestado entre os discípulos, será como um distintivo da comunidade de Jesus, ou seja, aquele que é cristão, que faz parte da comunidade de Jesus, que, pelo amor partilha, esse vai ser um sinal vivo do Deus que ama e é pelo amor que ele será, no mundo, um sinal de Deus-Pai.

Ora, o amor não é imposto, não é uma imposição, ao contrário, é doação, é cuidado, dedicação e é essencial para o ser humano. O amor é que dá sentido à vida, constrói laços, aproxima as pessoas, anima, motiva, edifica, supera obstáculos, até acalma...

É, também, uma decisão, a pessoa decide, opta pelo amor e, como decisão, é necessário um comprometimento, exige exercício. O amor é vida e a vida sem amor não tem sentido.

A falta de amor causa até depressão, isso mesmo, a pessoa adoece. Sabe porque? Por que torna a pessoa triste, para baixo, desanimada, desmotivada, egoísta, orgulhosa, emburrada, de cara fechada, porque quem não ama não vive, morre um pouco a cada dia...

A falta de amor afasta a pessoa de Deus e das pessoas, proporciona isolamento, tornando-a mesquinha, incapaz de enxergar a bondade, a justiça e a solidariedade. Um dos grandes males da sociedade, se não for o maior, é a falta de amor, de amor próprio, pelo próximo, pelo Criador de todas as coisas.

O amor, ou seja, a caridade que é o outro nome do amor, é maior até mesmo que a fé e a esperança, como está escrito na Primeira Epístola aos Coríntios – 1Co 13, 13 – São Paulo disse: Agora, portanto, permanecem fé, esperança, caridade, essas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade.

Peçamos a Jesus Misericordioso, que é o Deus do Amor, que nos ensine a amar, mesmo quando o mundo nos apresente outros valores;
- que nos ensine a amar, mesmo que as pessoas nos traiam;
- que nos ensine a amar, mesmo que a esperança se vá;
- que nos ensine a amar, mesmo que as estruturas sejam deficitárias;
- que nos ensine a amar, mesmo que na sala de aula falte o material escolar;
- que nos ensine a amar, mesmo com as injustiças e a violência;
- que nos ensine a amar, mesmo nos momentos sem fé.

Devemos permanecer firmes, focados nesse novo mandamento: amar como Jesus amou, sentir como Jesus sentiu, viver como Jesus viveu, igualzinho como o Padre Zezinho cantou na música.

Brasília, 26 de abril de 2013
Maria Auxiliadôra

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O BOM PASTOR



Amigos, hoje refletiremos sobre o Evangelho Segundo João 10, 27-30, do 4º Domingo do Tempo Pascal, considerado o Domingo do Bom Pastor:

Naquele tempo, disse Jesus: “As minhas ovelhas escutam a minha voz. Eu as conheço e elas me seguem. Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. Eu e o Pai somos um”.

Como falado, o 4º Domingo do Tempo Pascal é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como Bom Pastor. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus nos propõe.

O Evangelho apresenta Cristo como o Bom Pastor, cuja missão é trazer a vida plena às ovelhas do seu rebanho, é conduzir o homem às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas de onde brota a vida em plenitude. Portanto, a missão desse Pastor, que é o próprio Jesus, é dar vida às ovelhas.

Jesus está disposto a defender os seus discípulos até dar a própria vida por eles, a fim de que nada e nem ninguém possam privar os discípulos dessa vida plena. O Bom Pastor – Jesus Ressuscitado - dará a vida eterna, protegerá seus discípulos contra todo mal. Ele dará sua vida para que suas ovelhas sejam salvas, para que sejam livres de todo pecado, de todo o tipo de opressão e para que todos tenham vida.

As ovelhas, por sua vez, são convidadas a escutar o Pastor, a acolher a sua proposta e a segui-Lo. É dessa forma que encontrarão vida em plenitude, pois os que aceitam a proposta de vida que Jesus lhes faz não se perderão nunca. As ovelhas, ou seja, os discípulos têm que escutar a voz do Pastor e segui-Lo.

Segui-Lo significa fazer parte do rebanho de Jesus, aderir a Ele, escutar as suas propostas, comprometer-se com Ele e como Ele, entregar-se sem reservas numa vida de amor e de doação ao Pai e aos homens, ao próximo. As “ovelhas” do rebanho de Jesus têm que “escutar a voz” do Pastor e segui-Lo… Isso significa, concretamente, percorrer o mesmo caminho de Jesus, numa entrega total aos projetos de Deus e numa doação total, de amor e de serviço aos irmãos.

Nós somos as suas ovelhas e somos cuidadas por Ele com muito carinho, com amor e com misericórdia. Mesmo assim, em algum momento, por um pequeno descuido, nos perdemos do rebanho, nos afastamos também de nosso Pastor. E nos expomos a todos os perigos físicos e espirituais. O Pastor fica triste quando perde uma de suas ovelhas, mas Ele vai em busca dela e não descansa enquanto não a trás de volta, e sua alegria é imensa quando a encontra.

Cabe aqui uma pergunta: de que maneira podemos distinguir a “voz” de Jesus, o nosso Pastor, de outros apelos, de propostas enganadoras, de “cantos de sereia” que não conduzem à vida plena?

Resposta: através de um confronto permanente com a sua Palavra, através da participação nos sacramentos onde se nos comunica a vida que o Pastor nos oferece e num permanente diálogo íntimo com Ele. É pela fé, na nossa fé temos a certeza de que Ele está conosco, nunca nos abandona. E essa mesma fé que nos direciona a Ele, nos faz sermos seus seguidores. Ele conhece cada um de nós, nos chama pelo nome, para seguirmos suas orientações, para fazer parte de seu Reino, para estar em comunhão com Ele e com o Pai. Ouçamos o chamado do Bom Pastor, para sermos seus discípulos.

Então, agora, rezemos juntos a seguinte oração, extraída do livro Ágape, de autoria do Padre Marcelo Rossi:

Senhor,
Tu és o Bom Pastor.
Eu sou a Tua ovelha.
Em alguns dias, estou sujo;
Em outros, estou doente.
Em alguns dias, me escondo;
Em outros, me revelo.
Sou uma ovelha ora mansa, ora agitada.
Sou uma ovelha ora perdida, ora reconhecida.
Eu sou Tua ovelha, Senhor.
Eu conheço a Tua voz.
É que às vezes a surdez toma conta de mim.
Eu sou Tua ovelha, Senhor.
Não permitas que eu me perca,
Que eu me desvie do Teu rebanho.
Mas se eu me perder,
Eu Te peço, Senhor,
Vem me encontrar.
Amém.


Brasília 18/04/2013
Maria Auxiliadôra

quarta-feira, 3 de abril de 2013

DOCAT


VEM AÍ O DOCAT!

DOCAT: o nome é uma combinação do verbo inglês “DO” (fazer) e CAT (Catecismo), que quer dizer “fazer alguma coisa”.

O DOCAT descreverá, em 12 capítulos e numa linguagem jovem, a Doutrina Social da Igreja Católica e seu impacto nas áreas de trabalho, negócios, política, meio ambiente e paz.

Ele terá o mesmo o design gráfico e formato do Catecismo Jovem YOUCAT e, também, será baseado em perguntas e respostas, para que o jovem compreenda e se aproxime do que a Igreja ensina em sua Doutrina Social.

A obra também conta com colaboração e orientação do Cardeal Arcebispo de Munique, Reinhard Marx e do especialista em assuntos sociais e político, Norbert Blüm.

Seguindo a proposta da Nova Evangelização, o DOCAT pretende recordar aos jovens que sua principal tarefa enquanto cristãos em todo o mundo é também encher de Fé, Esperança e Caridade, os espaços, que pouco foram sendo instrumentalizados, esvaziados de sentido e dignidade. Documentos como a Encíclica “Rerum Novarum” do Papa Leão XIII, “Pacem in Terris” do Papa João XXIII, e outros dos papas João Paulo II e Bento XVI inspiram o novo subsídio.

A obra será lançada entre julho e outubro desse ano, é originalmente alemã, mas provavelmente chegará ao Brasil em 2014.

Brasília, 03.04.2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

MULHERES DA BÍBLIA



No dia 8 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Nada mais oportuno que falar sobre as mulheres da Bíblia.

Nos tempos bíblicos, a sociedade não dava nenhum privilégio à mulher, ou quase nenhum. Para ser mais exata, a mulher não tinha os mesmos privilégios que o homem, embora nas primeiras páginas da Bíblia esteja escrito que ambos têm reconhecidos os mesmos direitos, como se vê em Gn 1,27: “Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou”.

Portanto, a criação do homem e da mulher à imagem e semelhança de Deus significa modo de presença e de redenção, não é ser igual a Deus. Só Deus é onipotente (possui todo poder); só Deus é onipresente (está presente ao mesmo tempo em todas as coisas); só Deus é onisciente (conhece tudo de maneira perfeita).

A pessoa humana – homem e mulher – possui a dignidade de pessoa, por isso deve ser tratada como um fim e não como um meio, pois não é um objeto ou uma coisa, mas alguém capaz de se conhecer, de se possuir e, livremente, se dar e de entrar em comunhão com outras pessoas revestidas da mesma dignidade.

Na época do Antigo Testamento e, se formos pesquisar, ainda existem sociedades que agem assim, após o casamento a mulher passava a ser propriedade do marido, ou seja, saia da tutela paterna para a guarda do marido. Ela era como um objeto, embora não fosse uma escrava. Inclusive a mulher não poderia jamais desfazer um matrimônio, ao contrário do marido que tinha o direito de repudiá-la e de casar-se novamente. Isso sem contar que havia a prática da poligamia, ou seja, o homem podia ter várias mulheres.

A vida da mulher não era fácil...vivia para o marido, para a casa e, ainda, trabalhava no campo, moía o trigo, a cevada e outros grãos, cozinhava, preparava o pão, buscava água nos poços e fontes, fiava, tecia o linho e a lã, fazia roupas e mais algumas tarefas exclusivas da mulher, como cuidar dos filhos.

No Novo Testamento, Jesus teve uma atitude, uma postura mais amistosa para com as mulheres, já que considerava tanto o homem quanto a mulher iguais em dignidade, resguardando-lhes os mesmos direitos.

Em várias passagens dos Evangelhos encontramos o respeito, a consideração e a misericórdia de Jesus pelas mulheres, por exemplo: Jesus salva a vida de uma adúltera, evitando que fosse apedrejada; Jesus tem amigas, como Marta e Maria; Jesus faz seu primeiro milagre (a transformação da água em vinho) para atender o pedido de uma mulher: Maria, sua mãe; Jesus sente pena das viúvas, como a de Naim, cujo filho único morrera, e a idosa viúva do templo, que ofertou suas duas moedas; Jesus, ao ressuscitar, aparece em primeiro lugar a uma mulher: Maria Madalena...

A título de ilustração, podemos citar algumas mulheres que se destacam:

- Eva, a mãe da humanidade;
- Sara, aquela que concebeu na velhice, mãe de Isaac, o qual tornou-se o patriarca de todos os judeus;
- Agar, a escrava, que teve um filho com Abraão (Ismael), o qual tornou-se o patriarca de todos os árabes;
- Rebeca, a mulher predestinada, que se casou com Isaac e foi mãe dos gêmeos Esaú e Jacó;
- Raquel, a noiva muito amada de Jacó, que após anos de trabalho para o pai dela e ter que se casar com Lia, irmã mais velha, finalmente conseguiu casar-se com ela;
- Raab, a dona de um prostíbulo que, com coragem e determinação, salvou dois israelitas de serem presos;
- Débora, a profetisa e juíza de uma das tribos de Israel;
- Dalila, a mulher ambiciosa que seduziu Sansão e cortou-lhe os cabelos, tirando-lhe sua força;
- Rute, a mulher estrangeira, que permaneceu ao lado da sogra, até mesmo após ambas terem ficado viúvas;
- Ana, a mãe de Samuel, que foi consagrado a Deus caso ela engravidasse;
- Betsabé, um amor proibido do rei Davi;
- Jezabel, uma mulher impiedosa, casada com o rei Acab, que só pensava em fazer maldades;
- Judite, uma viúva de fé inabalável;
- Ester, a bela rainha judia;
- Susana, a mulher judia que foi acusada injustamente de adultério e salva pelo profeta Daniel;
- Maria Madalena, a mulher de má reputação que foi perdoada por Jesus; foi para ela que Jesus primeiro apareceu após a Ressurreição;
- Marta e Maria, as irmãs de Lázaro, ambos eram amigos de Jesus. Lázaro, após quatro dias de morto, foi ressuscitado por Jesus;
- Samaritana, a mulher que se encontra com Jesus no poço de Jacó e que pede ao Senhor que lhe dê água viva, para que nunca mais tenha sede;
- Maria, Mãe de Deus.

Como vemos, as mulheres da Bíblia são exemplos de fidelidade, de virtude, de coragem, de piedade, de justiça, de humildade, de mansidão, de perdão, de devoção a Deus, de amor ao seu Criador, principalmente de amor.

Finalmente, as mulheres da Bíblia tiveram uma grande importância no Plano de Salvação, sobretudo a Virgem Maria, que foi escolhida por Deus para ser a Mãe de seu Filho, pois desde o primeiro instante de sua concepção, foi totalmente preservada da mancha do pecado original e permaneceu pura de todo o pecado pessoal ao longo de toda a sua vida.

Por isso, Maria é verdadeiramente Mãe de Deus e com o seu “sim” cooperou para a salvação humana com livre fé e obediência.

Brasília 08/03/2013
Maria Auxiliadôra

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

FESTA DA CÁTEDRA DE SÃO PEDRO


Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; e as portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela. Mt 6,18

A Igreja celebrou no dia 22 de fevereiro de 2013 a FESTA DA CÁTEDRA DE SÃO PEDRO. Vamos conhecer um pouco mais a riqueza do significado da cátedra, do assento, da cadeira de São Pedro que se encontra na Itália, no Vaticano, na Basílica de São Pedro. Embora a Sé Episcopal seja na Basílica de São João de Latrão, a catedral de todas as catedrais, a cátedra com toda a sua riqueza, todo seu simbolismo se encontra na Basílica de São Pedro.

O que significa a palavra “cátedra”? Cátedra é o mesmo que sede ou assento, é o símbolo de presidência e magistério.

Fala-se de Cátedra de Pedro para referir-se à autoridade doutrinal do papa e de Cátedra do bispo para indicar seu assento na catedral, símbolo de sua autoridade doutrinal.

A autoridade do Papa fundamenta-se na Sagrada Escritura, no Evangelho de São Mateus no capítulo 6, essa pergunta que Jesus fez aos apóstolos e continua a fazer a cada um de nós: "E vós, quem dizei que eu sou?" São Pedro, em nome dos apóstolos, assim afirma: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo". Jesus então lhe disse: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi nem a carne, nem o sangue que te revelou isso, mas meu Pai que está no céu, e eu te declaro: Tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; eu te darei a chave dos céus tudo que será ligado na terra serás ligado no céu e tudo que desligares na terra, serás desligado nos céus".

Simão Pedro foi o primeiro dos Apóstolos, nascido em Cafarnaum, exercia a sua profissão de pescador quando se encontrou com Jesus de Nazaré. Deixou o trabalho, a casa e a família para seguir o Senhor. Pelos Evangelhos percebemos que Pedro era uma pessoa simples, espontânea e simpática e Jesus o escolheu como primeiro no grupo dos Doze. Pedro será o fundamento, a rocha sobre o qual se apoiará o edifício da Igreja; ele terá as chaves do reino dos céus.

Como se vê o fundador e o fundamento, que é o Nosso Senhor Jesus Cristo, o Crucificado que ressuscitou, a Verdade encarnada, foi Ele quem escolheu Pedro para ser o primeiro Papa da Igreja e o capacitou pelo Espírito Santo com o carisma da infalibilidade. Esse carisma, da infalibilidade, bebe da realidade da própria Igreja porque a Igreja é infalível, uma vez que a alma da Igreja é o Espírito Santo, Espírito da Verdade.

E quem é o sucessor de São Pedro? Ora, o sucessor de São Pedro, na sua dignidade e poder, é o bispo de Roma. O bispo de Roma é o legítimo representante de Cristo na terra, é o chefe de todos os fiéis. É o papa!

De fato, o Papa está a serviço da Verdade, por isso, ao venerarmos e reconhecermos o valor da Cátedra de São Pedro temos que olhar para esses fundamentos todos. Não é autoritarismo, é autoridade que vem do Alto, é referência no mundo onde o relativismo está crescendo, onde muitos não sabem mais onde está a Verdade.

Nós olhamos para Cristo, para a Sagrada Escritura, para São Pedro, para este Pastor e Mestre universal da Igreja, então temos a segurança que Deus quer nos dar para alcançarmos a Salvação e espalharmos a Salvação. Essa vocação é do Papa, dos Bispos, dos Presbíteros, mas também de todo cristão.

A FESTA DA CÁTEDRA DE SÃO PEDRO, é especialmente significativa neste ano, em vista da anunciada renúncia do Papa Bento XVI à sua missão de Sucessor de São Pedro. Devemos acolher com amor as razões apresentadas por Sua Santidade, é sinal de humildade e grandeza, características marcantes nos oito anos de seu pontificado, é o que ressalta a Nota emitida pela CNBB sobre a renúncia do Papa Bento XVI. O Arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, ao comentar sobre esse fato, disse com muita sabedoria: “Fiquem tranquilos e permaneçam unidos. O Papa quer o bem da Igreja”. Para Dom Sergio, a atitude de Bento XVI representou força e humildade. “É um gesto muito bonito, isso aumenta nossa admiração pelo Papa.”, ressaltou o Arcebispo.

Então, meu irmãos, vamos dar graças por Jesus Cristo ter fundado a nossa Igreja sobre a pedra que é Pedro, sinal vivo da santidade do Pai. Vamos repetir, muitas vezes e viver hoje a palavra: “Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja”

Brasília, 22/02/2013
Maria Auxiliadôra

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

NÃO TEMAS, SERÁS PESCADOR DE HOMENS Lc 5, 1-11



Esse Evangelho relata a ação dos discípulos que partilharam a barca com Jesus, acolheram suas propostas, souberam reconhecê-lo como seu “Senhor”, aceitaram o convite para ser “pescadores de homens” e que deixaram tudo para seguir Jesus. É neste quadro que devemos reconhecer o caminho que nós, cristãos, somos chamados a percorrer.

Estando Jesus um dia à margem do lago de Genesaré, o povo se comprimia em redor dele para ouvir a palavra de Deus. Vendo duas barcas estacionadas à beira do lago, – pois os pescadores haviam descido delas para consertar as redes -, subiu a uma das barcas que era de Simão e pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e sentado, ensinava da barca o povo. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Simão respondeu-lhe: Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede. Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia. Acenaram aos companheiros, que estavam na outra barca, para que viessem ajudar. Eles vieram e encheram ambas as barcas, de modo que quase iam ao fundo. Vendo isso, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus e exclamou: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador. É que tanto ele como seus companheiros estavam assombrados por causa da pesca que haviam feito. O mesmo acontecera a Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus companheiros. Então Jesus disse a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens. E atracando as barcas à terra, deixaram tudo e o seguiram.

Meus amigos, o que podemos extrair dessa passagem do Evangelho? O que diz a Palavra? O que nos é proposto?

Vejamos: esse Evangelho é uma catequese que procura apresentar as coordenadas fundamentais da identidade cristã, ou seja, o que é ser cristão, como seguir Jesus e o que é que implica seguir Jesus...

Quando Jesus estava falando ao povo, se viu comprimido, por isso subiu à barca de Pedro, não foi isso? Pois bem, de lá continuou a ensinar e, quando terminou, disse para Pedro lançar as redes. O que fez Pedro? Embora já tivesse tentado antes, ele até comenta “Mestre, trabalhamos a noite inteira e nada apanhamos; mas por causa de tua palavra, lançarei a rede”, Pedro jogou as redes. Veio tanto peixe, tanto peixe, que foi preciso chamar outros pescadores para ajudar. Apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede quase se rompeu e encheram as barcas que quase foi ao fundo, imaginem a euforia... Diante daquele fenômeno tanto Pedro como João e Tiago se dizem indignos de estarem na presença de Jesus, porém Jesus diz que dali por diante ele seria pescador de homens.

Pois bem, qual o significado de Pedro ter lançado as redes, embora ele já tivesse a noite inteira tentado sem nada ter pescado? Lançar as redes é o mesmo que CONFIAR, OBEDECER porque foi a ordem que Jesus deu. Foi dessa confiança e dessa obediência que resultou o chamado para Pedro ser pescador de homens.

Reflitamos: nós confiamos e obedecemos ao Senhor? Se você tivesse tentado pescar a noite inteira e nada tivesse pescado faria o mesmo que Pedro, ou seja, confiaria e obedeceria?

Confiar, obedecer, esperar no Senhor são bênçãos que devemos renovar a todo instante...
Devemos pedir ao Espírito Santo, que tudo pode em nós, que nos dê a graça de confiar e obedecer a tudo aquilo que o Senhor nos ordenar.

Isso é ser cristão! Cristão é aquele que segue a Cristo, o nome vem daí... Ser cristão é estar no mesmo barco com Jesus, é escutar a proposta de Jesus, fazer o que Ele diz, cumprir as suas ordens, as suas indicações.

Muitas vezes, pelo nosso olhar racional, humano, as propostas de Jesus parecem ilógicas, sem sentido, fora da realidade do mundo, desse mundo que vivemos, aliás, os valores desse mundo são bem diferentes dos valores de Jesus...

Por isso, precisamos confiar, INCONDICIONALMENTE, entregar-nos nas mãos de Jesus, sem medo de ser feliz, afinal Jesus é o Senhor.

Por isso, devemos aceitar a missão que Jesus propõe: ser pescador de homens, isto é, continuar a obra libertadora de Jesus em favor do ser humano, libertando-o de tudo aquilo que rouba a sua vida e a sua felicidade.

Por isso, devemos aceitar a nossa missão de combater o mal, o egoísmo, a miséria, a injustiça, enfim, combater tudo o que oprime e impede a pessoa de viver com dignidade e de ser feliz.

Por isso, devemos deixar tudo e segui-lo.
Meus amigos, entrem no barco de Jesus e viajem com Ele.

Brasília 08/02/2013
Maria Auxiliadôra Martins Melo